RIBEIRÃO GRANDE- EXPERIÊNCIAS PARA SEREM LEMBRADAS

DIÁRIO DE BORDO| POST ORIGINAL PROJETO PESSOAL

Se você caiu aqui, abra sua mente, este texto num estilo rebuscado contem alguns relatos de preparação de um jovem Sr. de 39 anos desenhava um projeto pessoal de cicloturismo que nunca se concretizou. Mas acabou virando essa empresa que hoje você acessa.


Isso tudo aconteceu no dia 11 de Março de 2018, Domingo a tarde.

Superando medos. Dizem que o segredo é passar muito tempo no Selim da bike.

Então domingo foi um dia de quebra de pequenos paradigmas internos! Saí pela primeira vez em um domingo à tarde, em pleno sol de março, esperei até as 15:15h mas ainda relutante, sai pedalando enfrentando o medo de estar errando! O desafio era pedalar mais de 2:30h, por um local novo!

Vai, não vai, vai, não vai?

Nos primeiros 4 km, a vontade era de voltar, pegar o carro e ir para uma montanha* sem trabalho. Vontade era de lá ficar tranquilo, pois nessa semana trabalhei quase os 7 dias , acordando 5:30 da manhã e pedalando 4 dias já cedinho, que acabou na verdade dando ritmo! Ou seja, estava precisando desconectar, relaxar, e…. pedalar no sol escaldante, não é nada relaxante por imediato. Mas era essa a intenção também, ver a resistência e testar a resiliência ao cansaço, para o projeto. E incrível como tão pouco (uns 90 km em 4 dias) dá resultado e ritmo! *montanha: vou chamar assim mesmo, montanhas, em vez de picos, mesmo contra os “mimimis” do ensino de geografia sobre definição de montanha no Brasil.

Bom, aos 5 km já não estava mais vontade de voltar e a cada km, me encorajava mais,  apesar do sol escaldante e tempo estar meio seco!

A água do squeeze estava bem morna e as poucas sombras deixavam o asfalto nigro parecendo uma fitradeira! Pensava comigo, “quero um estradão poxa“, e refiz mentalmente a rota original por outro bairro, que era mais plano e menos movimentado, também pensando em reservar perna, para 15 km a frente, onde iria enfrentar uma subida de 300 metros de uma serrinha. Pedalando leve fui, quente, mas fui ficando feliz! Aquele cheiro de protetor também dava uma boa sensação, quanto mais chegava perto da área rural melhor ia ficando.  E engraçado como um incentivo que parece bobo, mas através de um comprimento de outros ciclistas, fez bem pro velho ego do ciclista despreparado.

Lá estava eu, indo além do que já tinha ido de bike, sobre asfalto ainda que confortável para rodar, me deixava com vontade de estradão e sombra. Uma subida comprida me fez sentir o óculos esquentando a cara. Mas aquele seriam os últimos momentos de calor quase insuportável, foi tipo o bafo muito quente que surge antes da frente fria no verão, a sequencia foi refrescante, dali em diante senti como se estivesse em uma cicloviagem.

Se achando cicloturista.

E primeiro, uma paradinha pra comer as bolachinhas integrais, e já com aquela visão fantástica, do bairro Ribeira Grande do Norte. Onde se encontra um dos pontos mais altos da região e da cidade, embora a maioria nem imagine. Nota: o pico do Jaraguá em Jaraguá do Sul, tem 926m e esse cumes  do Ribeirão Grande tem de 900 a 1150 m altitude.

A cerveja do morto muito loco.

Ali morto da cede, já avistei buteco na esquina, parecia cena de filme, ou relato de podcasts. Entrando num bar, em pleno domingo a tarde, 8 pessoas, 4 deles na minha idade e outros senhorzinhos bebendo garrafas cerveja aos berros. Entrei e param e me olharam, tiveram dois que nem me viram pra falar a verdade, estavam lá em bagdá.  E o pior era um figura barbudo, parecendo “o morto muito loco” dormindo, num dos dois bancos de carro dentro do balcão. Foi hilário, eu estava gargalhando por dentro,  e fiquei morrendo vontade de uma cerveja daquelas. Então eu pedi uma água, a dona do bar me olhou e pediu, “se era da torneira ou com gás?,… “pensei, não né?, da torneira não! Com gás!”

Silêncio era  sedutor, tinha então que procurar  um lugar para parar e fui atrás dos meus velhos pontos de apoio, o ponto de ônibus.  Queria um na sombra e com uma vista boa pra poder curtir um pouco a paisagem em quanto comia. Achei um bem na sombra do morro e aquele sanduíche ficou uma delícia ali naquele lugar.

Ainda não acabou.

Logo toquei o pedal, pois sabia que iria pegar noite e estava com receio de trovoada. Então fui indo e quando ia para para pedir água em uma casa, que vi ao longe, avistei varias pessoas na frente da casa, e surpreso vi que era um amigo que estava ali, engraçado que havia no mesmo dia conversado com ele sobre configurações e pedaladas de bike. Mas 10 minutos de boa prosa, squeeze cheio, tinha que continuar meu rumo.

Depois de uma da prosa e um descanso, que ajudaria pra enfrentar a subida da serrinha, precisei de muita concentração, mas a beleza natural do lugar, me distraiu e me deu um up para superar a subida 99% pedalando.

Eu ainda que me enganei, quando cheguei no topo e comemorei como o Rocky Balboa, mesmo sob um cheiro forte de esterco de porco, que agora descida era só alegria. Nada! Foi o ponto onde vi que importante ter bom freios, e mais que freios ter força pra segurar as mãos no guidão por 10 minutos de descidão! Mas não era isso que eu queria? Estradão? Ainda estava feliz. No fim da descida cruzei com 5 jovens subindo a serra, ia ser difícil para eles, já que por aquele lado era mais comprido e íngreme.

Dali em diante, já no plano de Santa Luzia, que não era nenhuma novidade de rota para mim, agora era só  de boa, parar no posto comer pão de queijo na conveniência. Bem tratado, feitos 27 km, ainda tinha chãozinho pela frente. Ainda faltava era acumular mais uma serrinha, da SAMAE que fica entre Amizade e Santa Luzia em Jaraguá do Sul, e uns 13 km para dai então chegar em casa!

Ainda passei pelo centro, troquei uma prosa com um brother ciclista e cheguei em casa!

Ah, então lembra dos tiozinhos do buteco, a inveja morreu logo depois, pois tinham 3 Eisenbahn me esperando na geladeira, junto com o Bacon Burger da BreadBurger que pedi!

Link do RELIVE https://www.relive.cc/view/1448614829

Rota no STRAVA https://www.strava.com/activities/1448614829